segunda-feira, 15 de outubro de 2012
No português, é usado no â, ê e ô. Os dois últimos denotam as vogais médias fechadas tônicas [e] e [o]. O â (sempre antes de uma consoante nasal - m ou n: pântano, câmara) denota uma vogal central tônica, levemente nasalizada no português falado no Brasil. É às vezes empregado para distinguir certas palavras,como por exemplo tem e têm. Seu uso tem sido bastante reduzido como conseqüência das reformas ortográficas
domingo, 14 de outubro de 2012
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão com sentido de interjeição.
Por exemplo :
Ora bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa!
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá! Muito bem!
Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá! Muito bem!
Observações:
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
Por exemplo:
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Ué! = Eu não esperava por essa!
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interejeição é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais podem aparecer como interjeições.
Por exemplo:
Viva! Basta! (Verbos)
Fora! Francamente! (Advérbios)
Fora! Francamente! (Advérbios)
3) A interjeição pode ser considerada uma "palavra-frase" porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Por exemplo:
Socorro!
Ajudem-me!
Silêncio!
Fique quieto!
Socorro!
Ajudem-me!
Silêncio!
Fique quieto!
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, que exprimem ruídos e vozes.
Por exemplo:
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo "ó" com a sua homônima "oh!", que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do" oh!" exclamativo e não a fazemos depois do "ó" vocativo.
Por exemplo:
"Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!" (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!" (Olavo Bilac)
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no diminutivo ou no superlativo.
Por exemplo:
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
| Interjeições, leitura e produção de textos Usadas com muita frequência na língua falada informal, quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que racional fazem das interjeições presença constante nos textos publicitários |
Exclamativas:
Nossa a mamãe está linda hoje!
Que dia lindo!
Que menino mau-educado!
Eu te amo muito!
Que saudade da vovó!
Frases desses tipos são as que expressam admiração, alegria, indignação, ou seja, sentimentos.
Imperativas:
Vá para casa agora!
Não vai!
Felipe, entre agora!
Não fume neste local!
Vá estudar!
São frases em que se dá uma ordem à alguém.
Nossa a mamãe está linda hoje!
Que dia lindo!
Que menino mau-educado!
Eu te amo muito!
Que saudade da vovó!
Frases desses tipos são as que expressam admiração, alegria, indignação, ou seja, sentimentos.
Imperativas:
Vá para casa agora!
Não vai!
Felipe, entre agora!
Não fume neste local!
Vá estudar!
São frases em que se dá uma ordem à alguém.
Exclamativa:
Que tédio!
Estou desanimado!
Que Lindo!
Que coisa!
Como é bela!
Imperativas
Cuidado, olhe por onde pisa!
Para trás agora!
Vá tomar banho!
Vai trabalhar vagabundo!
Limpe-se!
Sai fora malandro!
Que tédio!
Estou desanimado!
Que Lindo!
Que coisa!
Como é bela!
Imperativas
Cuidado, olhe por onde pisa!
Para trás agora!
Vá tomar banho!
Vai trabalhar vagabundo!
Limpe-se!
Sai fora malandro!
sábado, 13 de outubro de 2012
pontos
O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto. Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramente descendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou. Emprega-se nos seguintes casos:
- para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si.
Por Exemplo:
- para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma delas já possui elementos separados por vírgula.
Por Exemplo:
- para separar itens de uma enumeração.
Por Exemplo:
- No parque de diversões, as crianças encontram:
brinquedos;
balões;
pipoca.
- para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc.) , substituindo, assim, a vírgula.
Por Exemplo:
- para separar orações coordenadas adversativas quando a conjunção aparecer no meio da oração.
Por Exemplo:
Dois-pontos ( : )
O uso de dois-pontos marca uma sensível suspensão da voz numa frase não concluída. Emprega-se, geralmente:
- para anunciar a fala de personagens nas histórias de ficção.
Por Exemplo:
- "Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz :
– Podemos avisar sua tia, não?" (Graciliano Ramos)
- para anunciar uma citação.
Por Exemplo:
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."
- para anunciar uma enumeração.
Por Exemplo:
- Os convidados da festa que já chegaram são: Júlia, Renata, Paulo e Marcos.
- antes de orações apositivas.
Por Exemplo:
- Só aceito com uma condição: Irás ao cinema comigo.
- para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que se disse.
Exemplos:
- Marcelo era assim mesmo: Não tolerava ofensas.
Resultado: Corri muito, mas não alcancei o ladrão.
Em resumo: Montei um negócio e hoje estou rico.
Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na introdução de exemplos, notas ou observações. Veja:
Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma.
Exemplos:
Exemplos:
Nota: a preposição "per", considerada arcaica, somente é usada na frase "de per si " (= cada um por sua vez, isoladamente).
Observação: na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, melhorzinho, etc.
- na invocação das correspondências.
Por Exemplo:
Convidamos a todos para a reunião deste mês, que será realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção
Convidamos a todos para a reunião deste mês, que será realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção
pontos
O ponto e vírgula indica uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto. Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramente descendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou. Emprega-se nos seguintes casos:
- para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si.
Por Exemplo:
- para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma delas já possui elementos separados por vírgula.
Por Exemplo:
- para separar itens de uma enumeração.
Por Exemplo:
- No parque de diversões, as crianças encontram:
brinquedos;
balões;
pipoca.
- para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc.) , substituindo, assim, a vírgula.
Por Exemplo:
- para separar orações coordenadas adversativas quando a conjunção aparecer no meio da oração.
Por Exemplo:
Dois-pontos ( : )
O uso de dois-pontos marca uma sensível suspensão da voz numa frase não concluída. Emprega-se, geralmente:
- para anunciar a fala de personagens nas histórias de ficção.
Por Exemplo:
- "Ouvindo passos no corredor, abaixei a voz :
– Podemos avisar sua tia, não?" (Graciliano Ramos)
- para anunciar uma citação.
Por Exemplo:
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."
Lembrando um poema de Vinícius de Moraes: "Tristeza não tem fim, Felicidade sim."
- para anunciar uma enumeração.
Por Exemplo:
- Os convidados da festa que já chegaram são: Júlia, Renata, Paulo e Marcos.
- antes de orações apositivas.
Por Exemplo:
- Só aceito com uma condição: Irás ao cinema comigo.
- para indicar um esclarecimento, resultado ou resumo do que se disse.
Exemplos:
- Marcelo era assim mesmo: Não tolerava ofensas.
Resultado: Corri muito, mas não alcancei o ladrão.
Em resumo: Montei um negócio e hoje estou rico.
Obs.: os dois-pontos costumam ser usados na introdução de exemplos, notas ou observações. Veja:
Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma.
Exemplos:
Exemplos:
Nota: a preposição "per", considerada arcaica, somente é usada na frase "de per si " (= cada um por sua vez, isoladamente).
Observação: na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho, melhorzinho, etc.
- na invocação das correspondências.
Por Exemplo:
Convidamos a todos para a reunião deste mês, que será realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção
Convidamos a todos para a reunião deste mês, que será realizada dia 30 de julho, no auditório da empresa.
Atenciosamente,
A Direção
pontos
O ponto de exclamação é usado no final de frases exclamativas, com a finalidade de indicar estados emocionais, tais como: espanto, surpresa, alegria, dor, súplica, etc.
O ponto de interrogação é usado no final de frases interrogativas diretas, com a finalidade de indicar uma pergunta com intenção afirmativa.
No entanto, os escritores, para dar uma impressão de que o interlocutor, além de questionar a informação dada, está muito surpreso, usam o ponto de interrogação seguido de uma exclamação. E também quando querem dar uma gradação à surpresa, colocam até duas exclamações. Exemplo:
- E você terá que estar linda e maravilhosa!
- ?!!
Veja outro exemplo:
O ponto de interrogação é usado no final de frases interrogativas diretas, com a finalidade de indicar uma pergunta com intenção afirmativa.
No entanto, os escritores, para dar uma impressão de que o interlocutor, além de questionar a informação dada, está muito surpreso, usam o ponto de interrogação seguido de uma exclamação. E também quando querem dar uma gradação à surpresa, colocam até duas exclamações. Exemplo:
- - Então, Teresa, teremos todos os convidados com sua permissão ou não.
- E você terá que estar linda e maravilhosa!
- ?!!
Veja outro exemplo:
- (...) Quanto ao seu quarto "casamento"com T.C.Lee, o cavalheiro elegante de oitenta e cinco anos que nossa família em Beijing recebeu amavelmente quando ele e nossa mãe passara a "lua de mel"na China. Bem, na verdade eles jamais se casaram.
- - O que?! exclamaram minhas irmãs.
- - É verdade - eu disse, para explicar por que não iam mencioná-lo no obituário.(..)
crase
A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com o artigo feminino a (s), com o “a” inicial referente aos pronomes demonstrativos – aquela (s), aquele (s), aquilo e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes em que tal fusão se encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às quais.
Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo frequente. Diante disso, compreendermos os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita.
Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nomimal, mais precisamente ao termo regente e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela preposição “a”, e o temo regido é aquele que completa o sentido do termo regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Como explicitamente nos revela os exemplos a seguir:
Refiro-me a(a) funcionária antiga, e não a(a)quela contratada recentemente.
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada recentemente.
Notamos que o verbo referir, analisado de acordo com sua transitividade, classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos a alguém. Constatamos que o fenômeno se aplicou mediante os casos anteriormente mencionados, ou seja, fusão da preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela).
A fim de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as circunstâncias em que se requer ou não o uso da crase, analisaremos:
# O termo regente deve prescindir-se de complemento regido da preposição “a”, e o temo regido deve admitir o artigo feminino “a” (s):Exemplos:
As informações foram solicitadas à diretora.
(preposição + artigo)
Nestas férias, faremos uma visita à Bahia.
(preposição + artigo)
Observação importante:
Alguns recursos nos servem de subsídios para que possamos confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns deles:
a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina equivalente. Caso ocorra a combinação a+o(s), a crase está confirmada.Exemplos:
As informações foram solicitadas à diretora.
As informações foram solicitadas ao diretor.
b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.Exemplos:
Faremos uma visita à Bahia.
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos jamais vividos.
Atenção:
Nas situações em que o nome geográfico apresentar-se modificado por um adjunto adnominal, a crase está confirmada.Exemplos:
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas praias.
# A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o temo regente exigir complemento regido da preposição “a”. Exemplos:
Entregamos a encomenda àquela menina.
(preposição + pronome demonstrativo)
Iremos àquela reunião.
(preposição + pronome demonstrativo)
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
(preposição + pronome demonstrativo)
# A letra “a” que acompanha locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: Exemplos:
* locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade...
* locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de...
* Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Casos passíveis de nota:
* Em virtude da heterogênea posição entre autores, o uso da crase torna-se optativo quando se referir a locuções adverbiais que representem meio ou instrumento.
Exemplos:
O marginal foi morto a bala pelos policiais. (Poderíamos dizer que ele foi morto a tiro)
Marcela redige todos os seus trabalhos a máquina. (Poderia ser a lápis)
* Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas, mesmo diante de nomes masculinos.Exemplos:
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)
* Não se efetiva o uso da crase diante da locução adverbial “a distância”.
Na praia de Copacabana, observamos a queima de fogos a distância.
Entretanto, se o referido termo se constituir de forma determinada, teremos uma locução prepositiva. Mediante tal ocorrência, a crase está confirmada. Exemplo:
O pedestre foi arremessado à distância de cem metros.
- De modo a evitar o duplo sentido, faz-se necessário o emprego da crase.Exemplo:
Ensino à distância.
Ensino a distância.
# Em locuções adverbiais formadas por palavras repetidas, não há ocorrência da crase. Exemplo:
Ela ficou frente a frente com o agressor.
Casos em que não se admite o emprego da crase:
# Antes de vocábulos masculinos.Exemplos:
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.
# Antes de verbos no infinitivo. Exemplos:
Ele estava a cantar quando seu pai apareceu repentinamente.
No momento em que preparávamos para sair, começou a chover.
# Antes de numeral.
Exemplo:
Cegou a cento e vinte o número de feridos daquele acidente.
Observação:
- Nos casos em que o numeral indicar horas, configurar-se-á como uma locução adverbial feminina, ocorrendo, portanto, a crase.
Os passageiros partirão às dezenove horas.
- Diante de numerais ordinais femininos a crase está confirmada, visto que estes não podem ser empregados sem o artigo.
As saudações foram direcionadas à primeira aluna da classe.
# Antes da palavra casa, quando essa não se apresentar determinada.Exemplo:
Chegamos todos exaustos a casa.
Entretanto, se a palavra casa vier acompanhada de um adjunto adnominal, a crase estará confirmada.
Chegamos todos exaustos à casa de Marcela.
# Antes da palavra “terra”, quando essa indicar chão firme.Exemplo:
Quando os navegantes regressaram a terra, já era noite.
Contudo, se o referido termo estiver precedido por um determinante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá a crase.
Paulo viajou rumo à sua terra natal.
# Quando os pronomes indefinidos “alguma, certa e qualquer” estiverem subentendidos entre a preposição “a” e o substantivo, não ocorrerá a crase.Exemplo:
Caso esteja certo, não se submeta a humilhação. (a qualquer humilhação)
# Antes de pronomes que requerem o uso do artigo.Exemplos:
Os livros foram entregues a mim.
Dei a ela a merecida recompensa.
Observação:
Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o uso da crase está confirmado no “a” que os antecede, no caso de o termo regente exigir a preposição.
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia
Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo frequente. Diante disso, compreendermos os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita.
Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nomimal, mais precisamente ao termo regente e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela preposição “a”, e o temo regido é aquele que completa o sentido do termo regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Como explicitamente nos revela os exemplos a seguir:
Refiro-me a(a) funcionária antiga, e não a(a)quela contratada recentemente.
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada recentemente.
Notamos que o verbo referir, analisado de acordo com sua transitividade, classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos a alguém. Constatamos que o fenômeno se aplicou mediante os casos anteriormente mencionados, ou seja, fusão da preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela).
A fim de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as circunstâncias em que se requer ou não o uso da crase, analisaremos:
# O termo regente deve prescindir-se de complemento regido da preposição “a”, e o temo regido deve admitir o artigo feminino “a” (s):Exemplos:
As informações foram solicitadas à diretora.
(preposição + artigo)
Nestas férias, faremos uma visita à Bahia.
(preposição + artigo)
Observação importante:
Alguns recursos nos servem de subsídios para que possamos confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns deles:
a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina equivalente. Caso ocorra a combinação a+o(s), a crase está confirmada.Exemplos:
As informações foram solicitadas à diretora.
As informações foram solicitadas ao diretor.
b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.Exemplos:
Faremos uma visita à Bahia.
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos jamais vividos.
Atenção:
Nas situações em que o nome geográfico apresentar-se modificado por um adjunto adnominal, a crase está confirmada.Exemplos:
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas praias.
# A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o temo regente exigir complemento regido da preposição “a”. Exemplos:
Entregamos a encomenda àquela menina.
(preposição + pronome demonstrativo)
Iremos àquela reunião.
(preposição + pronome demonstrativo)
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
(preposição + pronome demonstrativo)
# A letra “a” que acompanha locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: Exemplos:
* locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade...
* locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de...
* Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.
Casos passíveis de nota:
* Em virtude da heterogênea posição entre autores, o uso da crase torna-se optativo quando se referir a locuções adverbiais que representem meio ou instrumento.
Exemplos:
O marginal foi morto a bala pelos policiais. (Poderíamos dizer que ele foi morto a tiro)
Marcela redige todos os seus trabalhos a máquina. (Poderia ser a lápis)
* Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas, mesmo diante de nomes masculinos.Exemplos:
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)
* Não se efetiva o uso da crase diante da locução adverbial “a distância”.
Na praia de Copacabana, observamos a queima de fogos a distância.
Entretanto, se o referido termo se constituir de forma determinada, teremos uma locução prepositiva. Mediante tal ocorrência, a crase está confirmada. Exemplo:
O pedestre foi arremessado à distância de cem metros.
- De modo a evitar o duplo sentido, faz-se necessário o emprego da crase.Exemplo:
Ensino à distância.
Ensino a distância.
# Em locuções adverbiais formadas por palavras repetidas, não há ocorrência da crase. Exemplo:
Ela ficou frente a frente com o agressor.
Casos em que não se admite o emprego da crase:
# Antes de vocábulos masculinos.Exemplos:
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.
# Antes de verbos no infinitivo. Exemplos:
Ele estava a cantar quando seu pai apareceu repentinamente.
No momento em que preparávamos para sair, começou a chover.
# Antes de numeral.
Exemplo:
Cegou a cento e vinte o número de feridos daquele acidente.
Observação:
- Nos casos em que o numeral indicar horas, configurar-se-á como uma locução adverbial feminina, ocorrendo, portanto, a crase.
Os passageiros partirão às dezenove horas.
- Diante de numerais ordinais femininos a crase está confirmada, visto que estes não podem ser empregados sem o artigo.
As saudações foram direcionadas à primeira aluna da classe.
# Antes da palavra casa, quando essa não se apresentar determinada.Exemplo:
Chegamos todos exaustos a casa.
Entretanto, se a palavra casa vier acompanhada de um adjunto adnominal, a crase estará confirmada.
Chegamos todos exaustos à casa de Marcela.
# Antes da palavra “terra”, quando essa indicar chão firme.Exemplo:
Quando os navegantes regressaram a terra, já era noite.
Contudo, se o referido termo estiver precedido por um determinante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá a crase.
Paulo viajou rumo à sua terra natal.
# Quando os pronomes indefinidos “alguma, certa e qualquer” estiverem subentendidos entre a preposição “a” e o substantivo, não ocorrerá a crase.Exemplo:
Caso esteja certo, não se submeta a humilhação. (a qualquer humilhação)
# Antes de pronomes que requerem o uso do artigo.Exemplos:
Os livros foram entregues a mim.
Dei a ela a merecida recompensa.
Observação:
Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o uso da crase está confirmado no “a” que os antecede, no caso de o termo regente exigir a preposição.
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia
sábado, 6 de outubro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Mulher deu à luz a cavalo durante culto de libertação em uma igreja nigeriana
O superintendente Geral da igreja Mundial da Libertação na Nigéria contou aos jornalistas que ainda estava bastante surpreso com o que tinha acontecido. Segundo ele, durante uma oração veio uma revelação de que havia uma mulher com um “trabalho” feito para bloquear seu ventre. O superintendente, Riqueza Silva Evangelista, contou que as orações se intensificaram e a mulher começou a gritar e sangrar até o momento em que o objeto foi expelido. Segundo Riqueza Silva, manifestações desse tipo são comuns na igreja.
A reportagem foi originalmente publicada pelo portal The Nation e pode ser conferidaclicando aqui.
A reportagem foi originalmente publicada pelo portal The Nation e pode ser conferidaclicando aqui.
Veja outras postagens curiosas:
Trata-se de um robô médico, guiado por um cirurgião experiente e criado para alcançar pontos do corpo que os médicos só conseguiriam ver durante um procedimento cirúrgico invasivo.
Por enquanto, o equipamento é apenas um protótipo e não foi usado em pacientes reais – apenas em laboratório. Mas seus criadores britânicos dizem que, quando o aparelho estiver pronto e aprovado, será uma arma da medicina para encontrar e remover tumores.
A “cobra mecânica” é uma entre várias tecnologias de combate ao câncer que estão sendo apresentadas nesta semana na Conferência de Engenharia Oncológica da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.
A maioria dos equipamentos exibidos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas Safia Danovi, representante da organização Cancer Research UK, lembra que pesquisas em inovações são extremamente importantes no combate ao câncer.
“Novas tecnologias que façam as cirurgias mais precisas e eficientes são fundamentais”, diz ela. “Graças a pesquisas, inovações como cirurgias por pequenas incisões e a robótica estão mudando as perspectivas para os pacientes de câncer, e essa tendência precisa continuar.”
Orifícios ou incisões
O câncer causa 13% das mortes anuais registradas no mundo, aponta a Organização Mundial da Saúde. Ainda que alguns tratamentos usem técnicas não invasivas, os médicos muitas vezes necessitam adotar procedimentos cirúrgicos de risco.
Os “robôs-cobra”, por sua vez, são tão minimamente invasivos quanto possível dentro da tecnologia atual. Eles usam orifícios do corpo ou incisões locais como pontos de entrada, explica Rob Buckingham, diretor-gerente da OC Robotics, empresa de Bristol (Inglaterra) responsável pelos equipamentos.
O aparelho permite que o cirurgião observe e “sinta” o corpo do paciente, usando câmeras e dispositivos ultrassensíveis. Com isso, pode complementar um sistema de cirurgia robótica em uso há uma década: o sistema Da Vinci, desenvolvido nos EUA, que é um robô com quatro braços equipados com pinças.
Ainda que o equipamento não realize a cirurgia de forma autônoma, ele permite que os médicos realizem cirurgias complexas de forma menos invasiva e mais precisa.
O Da Vinci é controlado por um cirurgião, através de pedais e alavancas.
Apesar do alto custo (US$ 2,2 milhões, ou R$ 4,4 milhões) do sistema Da Vinci, ele já é adotado por diversos hospitais no mundo.
A “cobra mecânica” é uma entre várias tecnologias de combate ao câncer que estão sendo apresentadas nesta semana na Conferência de Engenharia Oncológica da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.
A maioria dos equipamentos exibidos ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas Safia Danovi, representante da organização Cancer Research UK, lembra que pesquisas em inovações são extremamente importantes no combate ao câncer.
“Novas tecnologias que façam as cirurgias mais precisas e eficientes são fundamentais”, diz ela. “Graças a pesquisas, inovações como cirurgias por pequenas incisões e a robótica estão mudando as perspectivas para os pacientes de câncer, e essa tendência precisa continuar.”
Orifícios ou incisões
O câncer causa 13% das mortes anuais registradas no mundo, aponta a Organização Mundial da Saúde. Ainda que alguns tratamentos usem técnicas não invasivas, os médicos muitas vezes necessitam adotar procedimentos cirúrgicos de risco.
Os “robôs-cobra”, por sua vez, são tão minimamente invasivos quanto possível dentro da tecnologia atual. Eles usam orifícios do corpo ou incisões locais como pontos de entrada, explica Rob Buckingham, diretor-gerente da OC Robotics, empresa de Bristol (Inglaterra) responsável pelos equipamentos.
O aparelho permite que o cirurgião observe e “sinta” o corpo do paciente, usando câmeras e dispositivos ultrassensíveis. Com isso, pode complementar um sistema de cirurgia robótica em uso há uma década: o sistema Da Vinci, desenvolvido nos EUA, que é um robô com quatro braços equipados com pinças.
Ainda que o equipamento não realize a cirurgia de forma autônoma, ele permite que os médicos realizem cirurgias complexas de forma menos invasiva e mais precisa.
O Da Vinci é controlado por um cirurgião, através de pedais e alavancas.
Apesar do alto custo (US$ 2,2 milhões, ou R$ 4,4 milhões) do sistema Da Vinci, ele já é adotado por diversos hospitais no mundo.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
| Se aprende a amar não quando se encontra a pessoa perfeita, e sim quando se aprende a crer na perfeição de uma pessoa imperfeita. | |
| Demorei uma hora em conhecer-te e só um dia em apaixonar-me. Mas me levará toda uma vida conseguir esquecer-te. | |
| Se eu fosse o mar e você uma rocha, faria subir a maré para beijar sua boca. | |
| Sou a pessoa mais feliz do mundo quando me dizes "oi" ou me sorris, porque sei que, ainda que tenha sido só por um segundo, pensaste em mim. | |
| Se somar todas as estrelas do céu, todos os grãos de areia da praia, todas as rosas do mundo e todos os sorrisos que já foram dados na história, começarás a ter uma idéia do quanto que te quero. | |
| Se eu pudesse ser uma parte de ti, escolheria ser tuas lágrimas. Porque tuas lágrimas são concebidas em teu coração, nascem em teus olhos, vivem em teu rosto, e morrem em teus lábios. |
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Emprego do Infinitivo Impessoal e Pessoal
Infinitivo Impessoal
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. Assim, considera-se apenas o processo verbal.
Por exemplo:
Amar é sofrer.
O infinitivo pessoal, por sua vez, apresenta desinências de número e pessoa.
Veja:
- Eu
falar -es Tu
vender - Ele
partir -mos Nós
-des Vós
-em Eles
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase).
Por exemplo:
Para ler melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa)
Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)
Note: as regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago, e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado, recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.
Observações importantes:
O infinitivo impessoal é usado:
1. Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se referir a um sujeito determinado;
Por exemplo:
Querer é poder.
Fumar prejudica a saúde.
É proibido colar cartazes neste muro.
2. Quando tiver o valor de Imperativo;
Por exemplo:
Soldados, marchar! (= Marchai!)
3. Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior;
Por exemplo:
Eles não têm o direito de gritar assim.
As meninas foram impedidas de participar do jogo.
Eu os convenci a aceitar.
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", "tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado.
Por exemplo:
Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Está ou estar? Dá ou dar? Você tem essas dúvidas com frequência? Não há por quê: o infinitivo (dar ou estar) pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (dá ou está) não pode.
Mais um teste: "Governador [dá] ou [dar] nova função a secretário". Neste caso o certo é "dá", pois a substituição por outro infinitivo não é possível, não pode ser "Governador ofertar nova função a secretário".
Vejamos isso na prática: surgiu a dúvida, é "Ele pode [está] ou [estar] certo"? Vamos tentar a substituição por um infinitivo: "Ele pode andar certo". A substituição por um infinitivo é possível, logo "Ele pode estar certo".
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:
- trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
| l | fácil |
| n | pólen |
| r | cadáver |
| ps | bíceps |
| x | tórax |
| us | vírus |
| i, is | júri, lápis |
| om, ons | iândom, íons |
| um, uns | álbum, álbuns |
| ã(s), ão(s) | órfã, órfãs, órfão, órfãos |
| ditongo oral (seguido ou não de s) | jóquei, túneis |
Observações:
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam em "ens", não. (hifens, jovens)
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r". (semi, super)
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s),io(s).
Exemplos:
- várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO:
intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção
intento = intenção
canto = canção
exceto = exceção
junto = junção
b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados deTER:
deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:
infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção
deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
manter = manutenção c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR:
infrator = infração
trator = tração
redator = redação
setor = seção
d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO:
introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição
introspectivo = introspecção
relativo = relação
ativo = ação
intuitivo – intuição
e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R:
reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição
reeducar = reeducação
importar = importação
repartir = repartição
fundir = fundição
f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s:
eleição
traição
Grupo 02
eleição
traição
Grupo 02
a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR:
pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão
pretender = pretensão, pretensa, pretensioso
defender = defesa, defensivo
compreender = compreensão, compreensivo
repreender = repreensão
expandir = expansão
fundir = fusão
confundir = confusão
b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR:
inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena
inverter = inversão
converter = conversão
perverter = perversão
divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z:
Creusa
coisa
maisena
d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA, substantivos femininos:
Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa
Luísa
Heloísa
Poetisa
Profetisa
Obs: Juíza escreve-se com z, por ser o feminino de juiz, que também se escreve com z.
e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR:
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório
concorrer = concurso
discorrer = discurso
expelir = expulso, expulsão
compelir = compulsório
f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR, QUERER, USAR:
ele pôs
ele quis
ele usou
ele pôs
ele quis
ele usou
g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE, ESE, ISE, OSE:
frase
tese
crise
osmose
frase
tese
crise
osmose
h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO, OSA:
horrorosa
gostoso
horrorosa
gostoso
Grupo 03 a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho
Teresa = Teresinha
Casa = casinha
Mulher = mulherzinha
Pão = pãozinho
b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem; os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s:
improviso = improvisar
análise = analisar
pesquisa = pesquisar
terror = aterrorizar
útil = utilizar
economia = economizar
improviso = improvisar
análise = analisar
pesquisa = pesquisar
terror = aterrorizar
útil = utilizar
economia = economizar
c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicaremnacionalidade, títulos ou nomes próprios; as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos, ou seja, quando indicarem qualidade:
Teresa
Camponês
Inglês
Embriaguez
Limpeza
Teresa
Camponês
Inglês
Embriaguez
Limpeza
Grupo 04
a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS:
exceder = excesso, excessivo
conceder = concessão
proceder = processo
exceder = excesso, excessivo
conceder = concessão
proceder = processo
b) Os verbos terminados em PRIMIRterão palavras derivadas escritas com PRESS:
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa
c) Os verbos terminados em GREDIRterão palavras derivadas escritas com GRESS:
progredir = progresso
agredir = agressor, agressão, agressivo
transgredir = transgressão, transgressor
progredir = progresso
agredir = agressor, agressão, agressivo
transgredir = transgressão, transgressor
d) Os verbos terminados em METERterão palavras derivadas escritas com MISSouMESS:
comprometer = compromisso
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa
comprometer = compromisso
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa
Grupo 05
a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR:
Viajar = espero que eles viajem
Encorajar = para que eles se encorajem
Enferrujar = que não se enferrujem as portas
Viajar = espero que eles viajem
Encorajar = para que eles se encorajem
Enferrujar = que não se enferrujem as portas
b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA:
loja = lojista
canja = canjica
sarja = sarjeta
gorja = gorjeta
loja = lojista
canja = canjica
sarja = sarjeta
gorja = gorjeta
c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani.
Jiló
Jibóia
Jirau
Jiló
Jibóia
Jirau
Grupo 06
a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO, ÉGIO, ÍGIO, ÓGIO, ÚGIO:
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio
pedágio
sacrilégio
prestígio
relógio
refúgio
b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM:
a viagem
a coragem
a ferrugem
a viagem
a coragem
a ferrugem
Mexerica
México
Mexilhão
Mexer
Enxada
Enxerto
Enxurrada
Encher – provém de cheio
Enchumaçar – provém de chumaçoe) Usa-s x após ditongo:
ameixa
caixa
peixe
É antigo um poema que exalta o Brasil e esclarece a dúvida entre se colocar ou não o acento circunflexo: tem ou têm. Refiro-me ao trecho de Canção do exílio do poeta Gonçalves Dias. Veja a estrofe:
“Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.”
Note os termos em destaque acima: percebe que há diferença entre a primeira oração e as demais?
Está evidente que esta diferença acontece por causa do acento circunflexo. Mas por que isso ocorre? A primeira sentença está no singular, o sujeito é “nosso céu”. Logo após essa frase, há duas orações no plural, onde os sujeitos são “nossas várzeas” e “nossos bosques”.
Tem acompanha o sujeito na terceira pessoa do SINGULAR.
Têm acompanha o sujeito na terceira pessoa do PLURAL.
Veja mais exemplos:
a) A menina tem muito entusiasmo em aprender.
b) Ela tem um sapato igual ao seu.
c) Alguns políticos têm esperanças de um futuro melhor.
d) Eles não têm competência para julgar.
e) Nada disso, essas pessoas têm que rever seus conceitos.
f) Então, ela tem que pedir perdão pelo que disse!
Observação 1: Os derivados do verbo “ter” (deter, manter, conter, obter) têm acento agudo na 3ª pessoa do singular e acento circunflexo na 3ª pessoa do plural: Isto contém glúten, Esses caldos de carne contêm glúten, Ele obtém vantagem nisso?, Eles obtêm vantagem em ter uma equipe assim!
Observação 2: A diferença entre tem e têm continua com a reforma ortográfica.
Observação 3: A forma verbal “teem” não existe!
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Acentuamos os monossílabos tônicos terminados em:
a, as: lá, hás;
e, es: pé, mês;
o, os: pó, nós.
Acentua-se os oxítonos terminados em:
a, as: Pará, sofás;
e, es: jacaré, cafés;
o, os: avó, cipós;
em, ens: ninguém, armazéns.
As palavras oxítonas terminadas em i, is e u, us; somente serão acentuadas quando formarem hiatos: baú, açaí.
São acentuados os paroxítonos terminados em:
ão(s), ã(s): órfãos, órfãs
ei(s): jóquei, fáceis
i(s): júri, lápis
us: vírus
um, uns: álbum, álbuns
r: revólver
x: tórax
n / nos: hífen, prótons
l: fácil
ps: bíceps
ditongos crescentes seguidos ou não de S: ginásio, mágoa, áreas
São acentuados todos os proparoxítonos: cômodo, lâmpada.
Todos os ditongos abertos, independente da posição de tonicidade, são acentuados:
éi(s): assembléia, anéis
éu(s): chapéu, troféus
ói(s): heróico, heróis
São acentuados I e U, seguidos ou não de S, tônicos e que formam hiato: saúde, egoísmo, juiz, ruim.
Se o I destes casos vier seguido de NH não será acentuado - rainha, tainha
Acentua-se também as primeiras vogais dos hiatos oo e eem, se tônicos - vôo, crêem.
O U dos grupos gue, gui, que, qui se forem tônicos levarão acento: averigúe, averigúes, averigúem, apazigúe, apazigúes, apazigúem, obliqúe, obliqúes, obliqúem, argúi, argúis, argúem.
Já o acento diferencial aparece nas seguintes situações:
ás (substantivo)
às (contração)
pôr (verbo)
por (preposição)
que (pronome, conjunção)
quê (substantivo ou em fim de frase)
porque (advérbio ou conjunção)
porquê (substantivo ou em fim de frase)
pára (verbo)
para (preposição)
pélo, pélas, péla (verbo)
pelo, pelas, pela (preposição + artigo)
péla, pélas (jogo)
pólo, pólos (extremo ou jogo)
pêlo, pêlos (cabelo)
pelo, pelos (preposição = artigo)
pôlo, pôlos (ave)
pôla, pôlas (substantivo - rebento ou broto de árvore)
pola, polas (por + las)
pêra (fruta ou barba)
pera (preposição arcaica)
côa, côas (verbo)
coa, coas (preposição + artigo)
pôde (pretérito perfeito)
pode (presente do indicativo)
Ter e vir na 3ª pessoa plural recebem acento: ele tem, eles têm, ele vem, eles vêm
Observações:
Alguns problemas de acentuação devem-se a vícios de fala ou pronúncia inadequada de algumas palavras.
Nos nomes compostos, considera-se a tonicidade da última palavra para efeito de classificação. As demais palavras que constituem o nome composto são ditas átonas.
Exemplos: couve-flor - oxítona, arco-íris - paroxítona.
Os pronomes oblíquos átonos o/a/os/as podem transformar-se em lo/la/los/las ou no/na/nos/nas em função da terminação verbal. Quando os verbos terminam por R/S/Z ou no caso de mesóclise (R), geram acentuação se a forma verbal (sem o pronome) tiver seu acento justificado por alguma regra.
Exemplos: comprá-la, vendê-los, substituí-lo, comprá-la-íamos ≠ parti-los.
uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto.
Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”:
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
Por quê
Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Porque
É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
Porquê
É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar concentrada. (motivo)
Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
A crase pode ser fusão:
- de preposição a + a vogal a inicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Ex: Perguntei àquele menino se gostaria de ler um livro.
- da preposição a + o pronome demonstrativo a/as.
Ex: A professora à qual nos dirigimos é muito exigente.
- da preposição a + o artigo feminino a/as.
Ex: Fui à Bahia.
Regras para o uso do sinal de crase:
- locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas (preposição + artigo feminino):
Locuções adverbiais: às vezes, à noite, à tarde.
Locuções prepositivas: à frente de, à beira de, à exceção de.
Locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que.
- nomes próprios femininos: é facultativo o emprego do artigo feminino antes de nomes próprios femininos, seu emprego é mais comum em situações formais. Se não houver artigo não haverá contexto para a crase das vogais.
- nas expressões adverbiais femininas sempre ocorre crase:
Cheguei à tarde (tempo).
Ficou à direita (lugar).
na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda não venha explícita, sempre ocorre crase:
Comi um filé à moda da casa.
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
- sempre ocorre crase na indicação do número de horas.
Cheguei às onze horas.
A terminação -ês(a)/-isa indicam origem/ títulos de nobreza/ profissão:
francês/ francesa
marquês/ marquesa
camponês/ camponesa
As palavras escritas com "Ç" são de origem tupi:
açaí
Turiaçu
Paiçandu
Emprega-se "Ç" ou "C" depois de ditongo:
beiço
touça
coice
foice
touceira
toucinho
Outras palavras escritas com "Ç" ou "C":
exceção
açucena
açude
adereço
alça
alcançar
almaço
apreçar (colocar preço)
baço
caçar
caçula
camurça
cansaço
maciço
miçanga
torçãoEscrevemos com "SS" substantivos derivados de verbos terminados em -dir/-tir/-mir/-ter/-der:
agredir - agressão
permitir - permissão
imprimir - impressão
remeter - remissão
conceder - concessão
Mais palavras com "SS":
acessível
acesso
acessório
apressar
assentar
bissetriz
cassar (anular)
compasso
endossar
fracasso
missa
obsessão
presságio
russo
sobressair
vassalo
Verbos grafados com -nd- originam palavras (substantivos e adjetivos) com "S":
ascender - ascensão/ascensor
expandir - expansão/expansivo
distender - distensão/ distensor
pretender - pretensão/ pretensioso
suspender - suspensão/ suspensório
Obs: Se o "S" estiver entre vogais terá som de "Z".
Emprega-se "S" depois de ditongo:
aplauso
coisa
repouso
acessível
acesso
acessório
decente
disfarce
facínora
incentivo
obceca
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